Código de barras: como funciona e os diferentes tipos

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Conheça os diferentes tipos de códigos de barras e entenda como eles podem auxiliar nos processos do seu negócio.

 

O que é um código de barras?

Um código de barras é uma representação gráfica de uma informação. Ele pode representar dados numéricos ou alfanuméricos.

Ele começou a ser inventado na década de 50. No entanto, passou a ser utilizado com mais intensidade somente nos anos 70, nos Estados Unidos.

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O exemplo acima mostra um código de barras que representa graficamente os números 1234567890.

A leitura de um código de barras é feita facilmente através de um leitor ou scanner de códigos de barras.

O leitor emite um raio vermelho que percorre o código de barras. Onde houver uma barra escura a luz é absorvida. Onde a barra for clara, a luz é refletida de volta.

Estes dados capturados pelo leitor são enviados para o computador que faz a conversão deles para os números ou letras que estão representadas no código.

Se você quiser se aventurar, conseguirá ler um código de barras visualmente também. É um desafio interessante, visto ser necessário entender como que funciona o distanciamento das barras e padrões de cada tipo de código de barras existente.

 

Tipos de códigos de barra

Estamos muito acostumados a ver o código de barras estampado nos produtos, nos supermercados e em todas as outras atividades de varejo.

O código de barras visto no comércio para identificar produtos é do tipo EAN-13 (ou GTIN-13). GTIN significa “Global Trade Item Number”.

O código EAN é um padrão europeu (European Article Number). Este é um padrão usado no mundo todo.

Nos Estados Unidos e no Canadá também é utilizado o código UPC (Universal Product Code). Desde meados dos anos 2000, estes dois países também adotaram o uso do EAN para identificar os itens.

Para as empresas que desejarem exportar mercadorias para os Estados Unidos ou Canadá é interessante considerar o uso do código UPC em seus produtos.

Existem outros códigos de barras. Cada um deles tem suas características e aplicações.

Veja, na tabela a seguir, alguns mais conhecidos:

DATABAR

Semelhante ao EAN.

Graficamente tem um tamanho reduzido.

Usado para frutas ou verduras e produtos menores como joias e cosméticos.

ITF-14

Código utilizado em operações logísticas.

Pode ser usado em operações internas das empresas para rastreio e localização de mercadorias.

Código 128

Também indicado para operações logísticas.

Pode apresentar informações desde datas de validade até números de lote e números de série.

Código 2 de 5 intercalado

Usado no manuseio de fichas, documentos, passagens aéreas e envelopes.

Também usado em relógios ponto, boletos, entre outros que não se encaixem no ambiente de vendas ou logística.

QR-Code

Trata-se de um código diferenciado.

O leitor deste tipo de código é diferente.

Ele tem a vantagem de armazenar muito mais informações do que os códigos de barras convencionais.

Pode levar informações diretamente ao consumidor ou mesmo acessar sites que contém informações sobre o produto.

DataMatrix

Semelhante ao QR-Code.

Mais utilizado na área de saúde para aumentar a confiabilidade e a rastreabilidade das informações.

 

Indústria

O código de barras utilizado nas mercadorias que costumamos comprar todos os dias é o EAN-13. Por vezes, dependendo do produto é possível encontrar também o EAN-8, EAN-12 ou EAN-14.

A indústria é a primeira etapa de toda a cadeia produtiva. É lá que os produtos serão codificados e o código recebido será utilizado de lá para frente.

O código de barras de um produto não pode ser “inventado”. Ele precisa seguir uma padronização.

Essa padronização garante que um código de barras possa ser atribuído unicamente para um produto, evitando duplicidade.

A GS1 Brasil é a empresa oficial responsável por fornecer códigos de barras (EAN/UPC) no Brasil e no mundo.

Quando a indústria necessita ter seus produtos com código de barras ela vai precisar:

1. Filiar-se à GS1

A filiação envolve a assinatura de um contrato onde a indústria precisa pagar uma inscrição e uma anuidade.

Os valores variarão conforme o faturamento da empresa.

Após a filiação, a indústria receberá um código que se chama “Prefixo”.

2. Atribuir os códigos aos produtos

Nesse ponto a indústria já estará filiada à GS1 e poderá começar a fazer a identificação de cada produto que precisa codificar.

3. Escolher o código de barras mais adequado

A indústria verificará se utilizará o EAN-8, EAN-12, EAN-13 ou EAN-14.

4. Gerar os códigos de barras e aplica-los aos produtos

Os códigos poderão ser impressos separadamente e aplicados sobre a embalagem do produto ou impressos diretamente na embalagem.

 

Composição do código de barras EAN (GTIN)

Apesar de olharmos para um código de barras e enxergamos uma sequência quase única de números, ele é dividido em blocos.

Cada um destes blocos representa uma informação diferente:

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Bloco 1

Código do país

Este bloco é composto pelos 3 primeiros dígitos.

No exemplo, “789” que é código do Brasil. Cada país tem uma combinação diferente.

Bloco 2

Código da empresa.

Este bloco é composto de 4 a 7 dígitos e vai identificar o código da empresa fabricante dos produtos na GS1.

No exemplo de código acima, este bloco é representado pela sequência “1111”.

Bloco 3

Código do produto para o fabricante.

A quantidade de dígitos do código do produto dentro do fabricante vai depender de quantos produtos diferentes a empresa produtora precisa.

No exemplo este bloco está representado pela sequência “22222”, que seria o código interno do produto para a empresa que o produziu.

Bloco 4

Dígito verificador.

Este dígito é calculado com base em todos os demais e vai servir para verificar se, ao informar um código de barras durante uma venda, os números informados para o código são válidos.

No nosso exemplo acima, você pode informar todos os dígitos do código, mas se na hora de realizar uma venda, ao invés de “0” (zero), colocar qualquer outro valor, o código será invalidado.

O código de barras pode ser lido tanto de pé, quanto de ponta cabeça. O leitor ou scanner de códigos de barras consegue fazer essa leitura devido a forma como este código é representado graficamente.

Observe que ao centro existe um conjunto de barras um pouco maior do que as demais. Ali o código é divido ao meio.

Na parte da esquerda os números de 0 a 9 são compostos por uma sequencia de barras brancas e barras pretas.

Já na parte da direita, os números de 0 a 9 tem uma sequência diferente de barras pretas e brancas.

Dessa forma, o software que faz a leitura consegue identificar o sentido da leitura.

 

Documentos eletrônicos

O uso do código de barras é extremamente difundido no varejo.

Seu uso tem sido intensificado tanto na nota fiscal eletrônica, quanto no cupom fiscal eletrônico.

No XML da NF-e e NFC-e é possível enviar o GTIN como sendo uma das informações do produto.

Atualmente a validação do XML é feita apenas baseando-se no dígito verificador do GTIN. Essa validação é feita apenas se esse código de barras for enviado junto com o XML.

Caso ele não seja enviado, não há nenhuma regra que venha a invalidar o documento perante a SEFAZ.

Não existe ainda uma verificação para saber se o código informado pelas empresas no documento eletrônico é válido para o ramo de atividade daquela empresa.

A Nota Técnica 2017/001 versão 1.1, de dezembro/2017, já informa que existe um cadastro centralizado de GTIN (CCG).

O CCG é um banco de dados que contém um número reduzido de informações dos produtos com códigos de barras nas embalagens.

O CCG funciona de forma integrada com o Cadastro Nacional de Produtos da GS1.

Futuramente o fisco validará o GTIN informado nas notas e cupons. Com isso, conseguirá saber se o código é válido e a empresa pode efetuar a venda.

A data de início desta validação ainda não foi divulgada pelas secretarias de fazenda dos estados.

 

Para que serve o código de barras?

O código de barras tem muitas aplicações práticas.

A primeira delas está na agilidade de identificação dos itens.

Ao realizar o atendimento de um cliente no balcão, por exemplo, a leitura do código de barras vai facilitar a localização do produto.

Ele torna a logística mais eficiente, agilizando processos de expedição de mercadorias.

Por gerar uma maior eficiência na execução das tarefas, o ganho de tempo pode se converter em redução de custos.

Sendo um padrão mundial, é fácil a adaptação entre toda a cadeia produtiva, desde a indústria até o consumidor final.

 




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